É sobre o quê, mesmo?
Toda semana é a mesma coisa. Vai acabando o domingo e eu ainda não sei sobre o que escrever.
No momento estou assistindo um programa de TV sobre compra e venda de antiguidades num canal a cabo, e uma coisa me chamou a atenção: o fato de, mesmo num programa para todos os públicos e com todo o esquema de showbiz americano, eles realmente pesquisam sobre aqueles itens. Eles sabem o que estão falando; fabricação, ano, modelo, como se utilizava os apetrechos, etc. E aí eu percebi uma diferença da minha época de escola pra agora.
Quando eu era adolescente, a cada trabalho de classe dado pelos professores, eu e meus amigos tínhamos que nos afundar nas enciclopédias da época, tipo a famosa Barsa.
Em casa tinha uma coleção que foi presente de casamento dado a minha mãe (???), e era lá que eu sempre começava. Eu lia tudo o que achava sobre o assunto, copiava, fazia um resumo, interpretava e escrevia do meu jeito, deixando as informações importantes fáceis de ler, garantindo assim, uma nota boa pelo trabalho. E daí, né?
Daí que hoje em dia eu ainda acho que alguns jovens (pra não dizer a maioria), não faz ideia da ferramenta que têm em mãos – a internet. Todo mundo vai dizer que usa a rede pra tudo, que está sempre conectado, etc, mas procurando o que?
Primeiro que em trabalhos de escola, a molecada simplesmente “copia e cola” o que está lá, e quem tem melhor internet, tem vantagem sobre os outros, o que também evidencia as diferenças sociais. E aí, coitados dos professores que têm que adivinhar quem está copiando quem…
Moçada, atenção! O conhecimento é o que nos diferencia uns dos outros, e raciocínio lógico é que nos diferencia dos primatas, então… cuidado com o “monkey see, monkey does”.
Por falar em pesquisa, se você digitar no Google “Beethoven” terá 8.860.000 resultados. Pra “Britney Spears” terá 45.500.000. Coitados dos nossos ouvidos…
Abraço e até o próximo post!
Zeca Salgueiro




