Network pessoal ou profissional?
Você acha que o seu network profissional se relaciona com o pessoal?
Pois eu faço uma ligação muito forte entre ambos e vou explicar o meu ponto de vista com uma pequena história de um amigo.
Vamos inicialmente dar um nome para esse amigo para não comprometê-lo.
Vamos apelidá-lo de Net.
A história de Net começa com ele sendo sócio de uma agência de comunicação onde atua como diretor de criação e fazendo as vezes de um profissional de novos negócios por conta de seus relacionamentos profissionais construídos através de seus anos no mercado.
Sua personalidade o faz trabalhar seu Network profissional de uma forma diferenciada, onde na verdade tenta construir mais do que um relacionamento de fornecedor/cliente mas como tendo um grau de amizade por conta de sua transparência nos atos. Muitas vezes deixou de ganhar dinheiro para dar melhores conselhos a seus clientes na forma de contratar seus serviços.
Com isso, no decorrer de sua trajetória, foi construindo seu Network profissional com uma amplitude mais pessoal, pelo menos era assim que ele enxergava porém,…
nem tudo são flores e um certo dia…
… as coisas mudaram um pouco. O mercado teve sua mudança, seu foco estava em outro segmento e seu principal negócio tomou um rumo que não era o certo mas isso só foi visualizado quando a montanha já estava muito próxima da colisão. Sua única opção seria bater de forma que sofresse menos avarias mas bater na montanha seria certo.
Depois da colisão, Net iniciou o processo natural de recuperação, não buscava ajuda financeira ou mesmo alguém para passar a mão na cabeça, até porque isso não é ajuda em um momento como esse. O que Net procurava era poder se apresentar novamente para o mercado e utilizar seus contatos, seu Network que ele tanto trabalhou de forma diferenciada, e que eles ao menos pudessem ouvir a sua nova proposta de trabalho, seu novo foco, ou seja, um novo negócio que só pedia a oportunidade de ser apresentado.
Para sua surpresa, poucos o escutaram, tanto fornecedores como clientes, os mesmos que ele por várias vezes escutou reclamarem de estarem de saco cheio de suas funções, os mesmos que puderam sair para jantar ou para um Happy Hour e aliviar o stress em um bate papo informal onde negócios era a última coisa a ser dita.
Não que Net tenha se arrependido do que fez pois o faria novamente mas ficou desapontado com a reação das pessoas que ele tinha como amigos.
Na verdade descobriu que, em sua maioria, só tinham interesses em sua posição na empresa ou no que ele poderia proporcionar de retorno pessoal.
Seus verdadeiros amigos o atenderam e escutaram sua nova proposta. Em muitas vezes, recebeu conselhos de melhorias de coisas que mantinham vícios do passado. E era isso que ele queria quando procurou seu Network. Procurou ter acesso ao questionamento do que estava montando para não cair no mesmo erro do passado. Só isso e somente isso.
Pois bem, as coisas voltaram a mudar de rumo mas agora para melhor. Net voltou a ser reconhecido no mercado por seus trabalhos executados e novas pessoas passaram a chamá-lo para prestar serviços.
Os antigos fornecedores voltaram a lhe procurar e a convidá-lo para seus Happy Hours constantes, os mesmos que se mantiveram enquanto ele não era interessante. Antigos clientes voltaram a lhe contatar pois por muitas vezes foi ele que os recolocou em empresas que atendia e o faria novamente sem dúvida alguma.
Moral da história?
O Network profissional está naturalmente ligado ao Network pessoal, pois é em momentos como o que Net passou, que você descobre que amigos geralmente se conta nos dedos de uma única mão e como um amigo meu disse: Você nem precisa de todos os dedos da mão para contar.
Por isso eu sempre digo para as pessoas que me perguntam sobre a melhor forma de construir um Network.
“Construa o seu Newtwork sem a preocupação da geração de negócios. Isso tem de ser secundário. Construa com o foco na transparência e no relacionamento constante pois negócios, na maioria das vezes, são construídos por bons profissionais que têm um relacionamento constante. Não procure as pessoas só quando você precisa ou não deixe de atender as pessoas que te procuram pois isso não faz parte de um relacionamento. O mundo, principalmente dos negócios, tem mutação constante. Pode ter certeza que novas amizades serão construídas”
Pensem nisso quando estiverem construindo novos relacionamentos.
Querem conhecer o Net?
Prazer, Marcello Barbusci
Rodrigão… valeu pelas palavras em nosso Happy Hour.





Meu caro Marcello,
seu texto é realmente a mais pura verdade. Como acompanhei a sua vida nos últimos anos, tinha certeza que o Net era você. O network pode ser grande, mas os amigos de verdade são pouquíssimos.
Em 2002, eu pensava ter quatro grandes amigos, quando passei pela minha maior crise pessoal e profissional. Descobri que só tinha dois. Os outros dois se enconderam debaixo de suas mediocridades e falsos moralismos. A vida é assim, as supresas, boas ou ruins, vêm de quem você menos espera.
Abraços
Muito bom, Net!
Infelizmente esta é, realmente, a verdade sobre os Networks.
Prezado Net
Muito bom seu artigo. Como devo ser bem mais velho que você, colecionei um monte desses pirilampejos vida afora.
Sem sombra de dúvida, o NET pessoa física prevalece em todos os sentidos sobre o NET pessoa jurídica. Mas existe também o NET panela.
Fiz carreira em uma super-multinacional, onde passei 27 anos. E o NET panela só se manifesta em monstros assim. Se você está na panela, sobe. Senão, tenha paciência e fique no aguarde. O mais duro e explícito sinal do aguarde é quando você vai almoçar sozinho no restaurante do monstro sagrado. Ninguém mais chama você para almoçar com a patota.
Você é um sem panela, um já era.
Lembro-me bem de dois “aguardes”. O primeiro me preparou para o segundo, quando o tesouro do auto-conhecimento, me levou até a curtir a situação. Eu controlava o aguarde, de cabo a rabo. Estava deixando a empresa enquanto a panela achava que eu ia ficar. Estava pronto para iniciar uma outra vida, junto a alguns clientes que cultivei ao longo da extensa jornada. Através demonstrações contínuas de valor agregado e confiança, fomos ficando amigos. Mostrei a eles o que pretendia fazer e o resultado já dura 8 anos.
Por isso, enquanto trabalho apenas por prazer, a turma da panela requentou.
Não pesco com NET (rede), Pesco com HOOK (anzol). Não sou mais supermercado, sou boutique. Não sou SUS, sou uma clínica médica especializada. Não vendo, recebo telefonemas. Isso porque o NET pessoa física está dentro de pessoas jurídicas e, quem tem o problema, quem sente a dor é a pessoa física. Por isso, e com essa consciência, cheguei ao nirvana de poder decidir o que fazer com meu tempo.
Votos de continuado sucesso para você.
1 abraço e parabéns pelo artigo.
Professor Astromar Berlinghieri (amigo do Alexandre Hercules)
Bom dia Marcello,
Você sabe o quanto o admiro. Ao ler esse texto minha admiração só tende a crescer. Você é um ser humano incrível. Vivemos em um mundo capitalista, o que é bom porém, não deixa de ser um mundo “cão” onde são reconhecidos somente os mais sucedidos, e o pior, raramente aqueles que estão no pedestal, dão chance de ascensão para alguém, antes sim, querem ter pessoas que eles possam usar e abusar. Mas ao mesmo tempo, aqueles que são menos favorecidos quando conquistam amizades, amor, são sentimentos verdadeiros, aí sim são valorizados, seus valores são mensurados não pelos bens que possuem, mas pelo que são.
Por isso a minha grande admiração por você.
Um beijo grande
Irene
Rapaz!
Como as coisas são, não é/
Estou exatamente na mesma fase que você e estava procurando uma indicação de designer para fazer o site do meu novo negócio. Quá, quá, quá! Não sei se fiquei feliz ou desanimado. Afinal, terei que passar por uma fase que, aparentemente, todos passam. Estou gostando, por enquanto.
Um amigo meu passou uma lista de empresas que fazem design e acabei por aqui.
Bom, já podemos pensar em uma associação de planejadores. Criar prêmios, regras… Rs.
Sucesso!
Fiquei triste ao ler sua história Net.
Triste porque parece com a minha.
Achava que só eu mimava meus clientes.
Perdoe a invasão de privacidade, se é que dono de blog tem alguma, né?!
Observei muita magoa em seu relato e mais magoa ainda no texto de nosso amigo Matusalém (sem ofensa, experiente e bem-sucedido ancião).
Passei por algo ligeiramente semelhante, ainda estou digerindo…e sabe o que venho me esforçando para aprender? A melhor regra de network é amar o próximo como a ti mesmo.
A vida é assim, antes do que imagina os amigos vão te decepcionar. Por uma simples questão de expectativa, nós, seres humanos, somos interesseiros a ponto de fazer algo esperando nossa vez de cobrar. Cobrar aquilo que os outros não podem nos dar.
Estou aprendendo que tudo que não nos mata nos deixa mais fortes, e tanto no meu caso, como no seu Net, como no do Sr Ancião, vaidosamente gostaríamos que naquela hora, quando precisamos, alguém nos desse prioridade máxima. As pessoas estão ocupadas com seus próprios sonhos, as que não têm sonhos estão ocupadas com suas dívidas, com suas ambições, fobias, vontades, seus amores…etc. E nós, nessa hora, podemos não ser tão importante para elas, imagine você Net, está para fechar um negócio milionário, em meio a planejamentos, brainstorm aqui e ali, e reunião, muita reunião. Então eis que surge caindo do céu, um amigo distante devido à correria do dia-a-dia, vitima do infortúnio de sua própria invigilância, pedindo para você desviar seu foco e exercitar sua caridade doando tempo e investindo raciocínio em uma causa particular dele.
Uma vez ouvi de um ex-diretor de um time de futebol bem conhecido que isso aconteceu com o cara que encaixou boa parte dos gols que o Pelé fez na vida dele, o cara foi lá, desviar o Pelé do foco e como ser humano que é, nosso rei não deu a atenção merecida. Resultado: O cara virou inimigo do Pelé e conseguiu espalhar esta história. Onde a humanidade vai parar assim não é?
Tem sido cada vez mais esforço construir um network, as pessoas ministram cursos de como fazer isso. E perdoar então? Bobagem, a vingança é o combustível do sucesso. “Eu quero revanche! Vamos provar que somos phoda!”
Já reparou como em cidades do interior funciona diferente? As pessoas ficam de papo, sem olhar para o relógio, quando se cruzam na rua dizem: TTTAAARRRRDDDDEEEEE! (olhando nos olhos umas das outras sem interesse algum, e como se não bastasse, vivem sorrindo). Estou ficando triste de morar em São Paulo, acostumando-me a não cumprimentar as pessoas, a ficar ansioso no trânsito.
Ancião, bem que você gostaria de ter sido daquela panela não é mesmo? Mas você era chato, como eu, quem sabe no futuro sejamos bons amigos, grandes chances de sinergia entre eu, você e o Net, parece que temos muito em comum. Vamos marcar um bate-papo em um bar, para falar da vida, contar casos, falar de amor…(já adianto que não bebo, vocês não se importam, né?) quem sabe desta conversa não pinta algum negócio promissor.
Desculpem as brincadeiras, foram só para quebrar o gelo, sou novo aqui, e pretendo voltar sempre. Parabéns pelo blog Barbusci.
Sorte e sucesso.