Geração Y
Ganhamos recentemente uma concorrência de uma empresa no ramo de investimentos (em breve será divulgado) onde realizei uma pesquisa com um dos públicos mais interessantes do momento. Esse público é a tão falada Geração Y.
Já tem algum tempo que estudamos o seu comportamento por conta de suas particularidades e dentro delas, temos algumas mais expressivas do que outras, tais como:
1. São filhos de pais ausentes: pai que passou a vida se dedicando em demasia a profissão, e mãe que se emancipou e entrou no mercado de trabalho.
2. Sempre tiveram acesso fácil às informações, são muito exigentes e vivem em busca de algo melhor.
3. Não hesitam em brigar pelo que acreditam.
4. Buscam o sucesso, sempre.
5. Possuem um forte sentido de pertencer a um Grupo
6. São empreendedores, inovadores, intuitivos, impacientes, infiéis e desapegados
7. São antenados e globalizados
8. São comprometidos com eles mesmos e com o que acreditam
9. Buscam crescimento rápido e gostam de desafios
10. Buscam sentido de pertencer e vivem o hoje
11. São engajados e preocupados
12. São céticos e desapegados
13. Tem amigos confidentes e procuram se aproximar de quem mais confiam
14. Se identificam com e querem ser profissionais de sucesso
15. São aptos a desenvolver a autorealização
16. Mantém diariamente um número enorme de interações na web
17. Se mantém conectado por diversos dispositivos
A respeito de seu perfil profissional, também mantém características únicas, como:
1. Não gostam de ser recrutados mas sim iniciar um relacionamento
2. Não gostam de ser treinados mas sim engajados
3. Querem ter diversão no trabalho diferente de falta de comprometimento
4. Não gostam de diferenciar trabalho, colaboração, aprendizado e diversão
5. Não gostam de ser gerenciados mas sim estar dentro de um sistema colaborativo de trabalho
6. Necessitam de acesso as redes sociais
7. E sua política de retenção precisa ser via relacionamento
Apesar dessas características acima, essa geração tem ambições que nos remetem ao passado. São elas:
37% da geração Y pretende começar a poupar para a aposentadoria antes de chegar aos 25 anos
46% dos 37%, já fariam isso trabalhando
49% dos 37% tem o benefício da aposentadoria como fator importante na escolha do emprego
63% da geração Y já contribui para o plano de aposentadoria
E porque cargas d´agua resolvi escrever sobre esse assunto?
Porque simplesmente nos comunicamos diariamente com essa geração. Seja em nossos trabalhos ou em ambientes diversos pois eles estão espalhados no mercado.
E por conta disso, resolvi ajudar você e eu a conhecermos um pouco de seus hábitos e assim resolvermos alguns conflitos, no bom sentido, entre os “nativos digitais” vs. “migrantes digitais”
Essa geração apesar de ter a vantagem de assimilar rápido uma necessidade e ser capaz de conquistar cargos mais altos rapidamente, vem criando um hiato na formação de gestores pois muitas vezes as empresas acabam promovendo rapidamente esses talentos para usar como política de retenção e acaba se esquecendo de que esses novos talentos, não tiveram o tempo ideal para aprender a gerir. Gerir pessoas, gerir situações e principalmente, gerir crises. Isso acaba criando um conflito interno pois não tem a maturidade adquirida com o tempo para atuar como, quase, um pscicólogo perante seus colaboradores.
Essa maturidade só se conquista com o tempo e esse tempo eles ainda não tiveram.
Não bastasse todo esse tumulto de entendimento para a Geração Y, agora já temos de nos preocupar também em entender a Geração Z, público com menos de 15 anos. Uma geração que já chega sendo Touchscreen, até porque, já temos a previsão de que 50% dos computadores comprados para crianças em 2015 terão touchscreen.
Crianças cada vez mais novas são constantemente expostas em vídeos jogando jogos ou operando computadores e dispositivos. Mas e se um dia eles preferirem o touchscreen aos gizes de cera e papel? As historinhas da noite serão lidas em dispositivos ao invés do bom e velho livro infantil?
Será que uma criança que irá crescer jogando em um iPad ainda terá vontade de ter uma noite de jogos de tabuleiro e brincadeiras com sua família? Será que ainda irão querer jogar baralho?
Quantos será´s ainda teremos pela frente para descobrir essas novas gerações?
Será que conseguiremos?
Até o próximo post pois vou ver se os meus Zs já foram dormir ou ainda estão desenvolvendo suas objetividades decidindo quem vive ou quem morre no vídeo game.
Fontes:
Roberta Rivellino – CEO | The Talent Business (meu muito obrigado)
André Corrêa – marketing | Easynvest (meu muito obrigado)
Gartner
Eu mesmo






Meu caro Marcello,
belo post. Ajuda em muito a compreender um pouco mais esta geração Y. E os dados relatados ajudam bastante na tomada de algumas decisões. Parabéns!!!
Abraços,
Muito bom seu post Marcello.
Acho que me enquadro completamente nesta geração. rs.
Abração.